Introdução
Um editor hexadecimal é um software para visualizar e editar arquivos de qualquer tipo (e até discos e partições em alguns casos) com um olhar mais “cru”, vendo diretamente a representação numérica em hexadecimal dos bytes deste arquivo, ou seja, de seu conteúdo.
Existem vários editores hexadecimais por aí, mas o dz6 é diferente: ele é brasileiro (o primeiro de que temos notícia), de código aberto e roda direto do terminal do Windows, macOS, Linux, FreeBSD, etc. Para quem tem o costume de trabalhar no terminal, usar um editor sem precisar sair da janela do terminal se torna muito conveniente.
Além disso, ele é inspirado no Vim, um editor de textos poderosíssimo. Inspirado aqui significa que o visual parece e os comandos também. Se você não conhece os comandos do Vim, não se preocupe. Ao aprender a usar o dz6, você também aprende o básico do Vim.
Na prática, usar o dz6 significa promover o uso de software livre nacional, aprender sobre engenharia reversa e edição de arquivos e, de quebra, aprender vários comandos úteis no dz6 e no Vim. Isso sem falar nas facilidades que só o dz6 te dá quando comparado a outros editores hexadecimais.
Filosofia
A filosofia de desenvolvimento e concepção do dz6 é sustentada em quatro pilares:
Velocidade
O dz6 é rápido. Abrir um arquivo nele é um processo instantâneo, mesmo com arquivos enormes. A navegação também é muito rápida: ao invés de clicar em vários menus para inspecionar uma determinada posição num arquivo, com o dz6 você provavelmente vai usar uma tecla ou um comando para atingir o mesmo objetivo mais rapidamente.
Flexibilidade
Não importa se você usa Windows, macOS, Linux ou BSD, o dz6 funciona igual. Por rodar no terminal, você também pode utilizá-lo remotamente normalmente (por exemplo, quando conectado num servidor via SSH). Ele também funciona em janelas bem pequenas, maximizando a flexibilidade quando operado em terminais pequenos ou em áreas de trabalhos com muitas janelas.
Recursos
Embora haja vários recursos no dz6, nenhum recurso entra se ele não se fizer necessário. E os recursos são pensados por quem utiliza editores hexadecimais há décadas, ou seja, com base na experiência. Na prática, a gente converte técnicas de análise de arquivos em recursos úteis no dz6.
Organicidade
Assim como este texto, o dz6 é programado por pessoas, não por máquinas. Embora modelos de linguagem sejam bons para gerar códigos, no dz6 escrevemos o código nós mesmo porque queremos sentir que um determinado recurso está exatamente do jeito que pensamos que deveria ficar. Acreditamos que essa intenção é transmitida para quem usa.
Pronto/a para inciar a jornada? Aperte o cinto que vamos acelerar agora!